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Inicial História de Gravataí

HISTÓRIA

Grande anjo, Caribe, Caribebe-Guaçu, pindobuçu, Potiguara ou Ara Abaeté. Assim era conhecido entre os padres jesuítas, a serviço da coroa de Portugal, o Cacique indígena da tribo dos Carijós que habitavam o Século XVIII as terras onde hoje está a cidade de Gravataí, chamada então de Caibe. Forte e poderoso, o cacique alardeava que embora gerado por uma mulher, era mesmo filho de um anjo.

Contam as lendas que os netos dele vinham ao mundo com dentes, e falando. Nascida às margens de um rio, o nome da cidade tem origem numa espécie de bromélia conhecida como Gravatá. Em Tupi-guarani, Gravatahy que significa Rio (Y) dos Gravatás.

A História de Gravataí

A História de Gravataí começa oficialmente em abril de 1763, com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora dos Anjos, no entanto, o contexto de sua introdução na História do Rio Grande do Sul, é um pouco anterior a esta data e não podemos ignorá-lo.

Como a Coroa Portuguesa estava expandindo seus domínios ao sul do continente americano, costumava povoá-lo concedendo cartas de sesmarias a quem já habitava estas terras. Foi o caso de Pedro Gonçalves Sandoval, natural de Lima, no Peru, que recebeu a primeira sesmaria, pois já habitava o chamado rincão de Gravataí, nos campos de Viamão, hoje Viamão. Ainda na mesma época, o capitão João Lourenço Veloso também recebia autorização de posse das terras que habitava no mesmo rincão, mais a nordeste, próximo ao morro ltacolomi. Parte destas terras seria comprada pela coroa portuguesa para assentamento da então Aldeia dos Anjos. Era o primeiro arranchamento da aldeia, transferido posteriormente para as atuais terras centrais de Gravataí. A fundação da Aldeia dos Anjos está inserida no ambiente de disputa ibérica pela posse do território ao sul da América.
Portugal e Espanha, desde tempos pré-coloniais, abancavam um no território de outro. Chegavam assim, ao Tratado de Madrid, de 1750, estipulando que Portugal devolveria a Colônia de Sacramento, fundada em território espanhol em troca dos Sete Povos das Missões, mais a nordeste. Para ocupar a região trocada, os portugueses trariam colonos do arquipélago dos Açores, conjunto de nove ilhas no meio do Oceano Atlântico, que estava superpovoado. O Tratado não se efetivou, pois os índios que habitavam os Sete Povos, negavam-se a sair de suas terras, ocorrendo a Guerra Guaranítica.

Em conseqüência desse conflito, milhares de guaranis fugiram para o território português, concentrando-se nas imediações do Rio Pardo, atual Santa Maria.

Deste contingente de refugiados, cerca de mil índios guaranis foram trazidos pelo Capitão Antônio Pinto Carneiro para as proximidades do Rio Gravataí, em 1762, iniciando o povoamento da emergente Aldeia dos Anjos. Portanto, a Aldeia já existia de fato antes de sua fundação oficial.

Coma confusão gerada na região missioneira, os colonos açorianos foram ocupando outras áreas Vale do Rio Jacuí, litoral norte e o Vale do Rio Gravataí.

As primeiras concessões de terras em território gravataiense, por açorianos, datam de 1772. A Aldeia dos Anjos teria seu período de apogeu a partir de 1772, com a chegada de José Marcelino de Figueiredo, Governador da Província de São Pedro, que urbanizou o aldeamento, construindo escolas, olarias e moinhos. Em 1795, foi desmembrada da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão e, em 1806, elevada à categoria de Freguesia, ou seja, distrito de Porto Alegre.

Câmara de Vereadores - 1890Outra data significativa para os destinos da antiga Aldeia dos Anjos, foi 1880, pela Lei de 11 de junho, emancipando-se de Porto Alegre, ganhando a condição de Vila, passando a chamar-se, Vila de Nossa Senhora dos Anjos de Gravataí.

As últimas décadas do século XIX, registraram um significativo desenvolvimento para a cidade, sobretudo, a partir do cultivo da mandioca, sendo inclusive a farinha, exportada para outras partes do país e também para o exterior, através do Passo das Canoas.

Vista parcial da cidade - 1938A farinha de mandioca garantiu desenvolvimento econômico para o município até a primeira metade do século XX. Na década de 30, assumiria o governo do município o Dr. José Loureiro da Silva, configurando nova fase desenvolvimentista para Gravataí. Entre as suas principais realizações, estão à implantação do sistema de energia elétrica na cidade, o alargamento e calçamento das primeiras ruas, a construção da faixa ligando Gravataí a Porto Alegre, e o projeto urbanístico atual do centro da cidade.
Novo marco na História municipal viria nas décadas de 60 e 70, com a instalação das primeiras indústrias e a criação do Distrito Industrial e construção da FREE-WAY, com acesso à Gravataí.

Av. José Loureiro da Silva - 1960Outra grande conquista para o município, foi a instalação do Complexo Industrial da General Motors, uma das indústrias mais bem estruturadas do mundo. O anúncio da sua instalação foi feito dia 17.03.1997, data que ficará como marco de desenvolvimento do município, visto que esta grande empresa veio juntar-se ao Parque Industrial de grande porte e ao comércio bastante desenvolvido da cidade. Gravataí já se encontra numa situação privilegiada como um dos maiores e mais importante municípios da Região Metropolitana.

Os homens que já administraram Gravataí

A vida política brasileira já passou por muitos estágios, incluindo os difíceis períodos da ditadura e aqueles em que não havia eleições diretas. Ao todo, foram 32 os homens que estiveram à frente da administração pública municipal. Confira:

Exerceram as funções de presidente os seguintes vereadores:

1880 - Major Bernardo Joaquim Ferreira
1883 - Coronel Antonio Rodrigues da Fonseca
1887 - Manoel Antonio Ramos
1888 - João Francisco Soares Lima
1889 - Capitão Horácio Antonio Gomes

A partir de 1890 o executivo passou a ser exercido pelos seguintes Intendentes:

1890-1891 - João Maria da Fonseca
1892 - Tenente Coronel Bernardo Joaquim Ferreira
1893 - Leonel de Vargas
1894-1898 - Capitão Juvêncio Xavier de Abreu
1899-1908 - Antonio Afonso de Jesus (1906 - Jorge Lessa – assumiu interinamente)
1909-1912 - Ernesto Antonio Gomes
1913-1922 - João de Azevedo Barbosa Filho (Reeleito permaneceu até 1926)
1927-1930 - Demétrio Alves da Silva

A partir de 1930, assumiram os seguintes prefeitos nomeados:

1931 - João Candido Machado
1931-1933 - José Loureiro da Silva
1934-1935 - José Marques Viana
1936 - Dr. Vitor Hugo Ludwig
1937-1946 - Ary Tubbs
1946-1948 - Anápio Gomes
1949-1951 - Cincinato Jardim do Valle
1951 - Acelyno Francisco de Medeiros – presidente da Câmara, exerceu o mandato por dois meses

Prefeitos eleitos a pelo voto direto:

1952-1953 - José Linck
1954-1955 - Alcides Leal da Rosa
1956-1959 - Alfredo Emilio Allem
1960-1963 - José Linck
1964-1968 - Dorival Cândido Luz de Oliveira
1969-1972 - Lídio da Silveira Peixoto
1973-1976 - Dorival Cândido Luz de Oliveira
1977-1982 - Ely Francisco Correa
1983-1988 - Abílio Alves dos Santos
1989-1992 - José Mariano Garcia da Mota
1993-1996 - Edir Pedro de Oliveira
1997-2000 - Daniel Luiz Bordignon
2001-2004 - Daniel Luiz Bordignon (reeleito)

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