Comunidades tradicionais de terreiros recebem apoio da APPN
Gravataienses poderão participar de oficina que discutirá políticas públicas para a área cultural. O evento será em São Leopoldo, durante o Encontro Estadual dos Pontos de Cultura.
Uma reunião na Assessoria de Políticas Públicas para o Negro (APPN), na Prefeitura de Gravataí, definiu o apoio do município aos interessados em participar da 1ª Oficina Estadual de Comunidades Tradicionais de Povos de Terreiros. O evento está marcado para os dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, em São Leopoldo. O convite para Gravataí ingressar na programação foi dirigido à assessora da APPN, Pâmela Íris Mello da Silva, através de Maria de Fátima Rodrigues (Mãe Fátima de Oxalá) e José Carlos dos Santos (Pai Zé de Oxalá Olokum), integrantes da comissão estadual encarregada de organizar o evento. Eles foram eleitos no último dia 25 de maio, durante reunião na sede da Representação Regional Sul do Ministério da Cultura, em Porto Alegre.
Apoio
Em apoio à participação dos gravataienses, a APPN está chamando para uma reunião todas as pessoas interessadas na área. A reunião será na sala dos conselhos, no prédio sede da Prefeitura, dia 18 de junho, às 17h. Para a participação do encontro em São Leopoldo a comissão organizadora está assegurando transporte e alimentação. Defendendo a diversidade cultural, Pâmela propõe um esforço para que a comunidade mobilize um significativo número de participantes.
De acordo com Mãe Fátima, “será uma ótima oportunidade para se subsidiar órgãos e entidades quanto as políticas culturais e reconhecer as expressões culturais que muitas vezes ficam restritas às casas de religião”. A Ialorixá, que integra o Conselho Municipal de Cultura e dirige o Grupo Cultural Africaxé, da Morada do Vale I, destaca que o Ministério da Cultura deseja que os povos de terreiros tenham os mesmos direitos na sociedade civil quando do debate dos projetos culturais. O Reino de Oxalá fica na rua Dario Totta, 195, no bairro Morada do Vale I. Segundo Pai Zé, o encontro em São Leopoldo servirá para quebrar paradigmas, romper preconceitos e desmistificar o fato de muitas pessoas não terem voz, nem mídia para divulgar seu talento. O babalorixá, militante da cultura negra, atua há 33 anos com sua casa de religião e sente-se grato por ter a terreira uma referência na saúde da cidade. Ele dirige a Sociedade Beneficente de Cultura Africana Pai Zé de Olokum Oxum Panda, que fica na rua Alcides Lima, 478, no bairro Morada do Vale I.