Secretaria Municipal de Saúde - 15/06/12 - 17h58min
USF Nova Conquista participa de capacitação do Programa de Controle da Tuberculose
Ação integra o processo de descentralização do programa nas unidades de saúde do município
Os profissionais da Unidade de Saúde da Família (USF) Nova Conquista participaram, na tarde desta quinta-feira (14), da capacitação sobre o Programa Municipal de Controle da Tuberculose, promovida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Centro de Ações Coletivas (CEAC). Com a presença de médicos de família e comunidade, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde e da coordenação da unidade de saúde, a atividade foi ministrada pela coordenadora dos programas de Tuberculose e de DST/Aids da SMS, psicóloga Tatiane Cristina da Silva, e a assistente social do serviço, Aglaé Gama Setter.
A capacitação contou com diversas dinâmicas, como a que os profissionais escreveram o primeiro pensamento sobre a doença. Palavras como preconceito, adesão ao tratamento, tosse, doença, medo e cura foram escritas no cartaz. Em outro momento, a equipe da unidade de saúde respondeu a um questionário com perguntas sobre a doença, tratamento, diagnóstico, medicamentos, consulta, entre outros.
“A tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e para o sucesso do tratamento é fundamental o diagnóstico precoce. Mesmo com o reconhecimento nacional que recebemos pelo programa de controle de tuberculose desenvolvido no município, Gravataí está entre as cidades com maior incidência de pacientes com tuberculose do Estado. Por isso é necessário contarmos com o apoio das unidades de saúde, pois o conhecimento da realidade dos pacientes irá auxiliar no tratamento da doença”, ressaltou.
Tratamento
Conforme Tatiane da Silva, a oficina tem como objetivo oferecer informações referentes ao diagnóstico, tratamento e prevenção dos novos casos de Tuberculose. “Em 2011, tivemos 147 pacientes com tuberculose em Gravataí. Desses a maioria teve cura, 25 estão finalizando o tratamento, mas infelizmente tivemos 18 pessoas que abandonaram o tratamento que dura seis meses”, explicou.
A assistente social Aglaé Setter citou o exemplo de uma família que foi resistente ao tratamento, pelo preconceito com a doença, e por isso a paciente demorou para iniciá-lo. “Ainda nos surpreende a reação das pessoas quando descobrem que estão com tuberculose, mas é importante salientar que é uma doença que tem cura”, frisou.
Tuberculose tem cura, movimente essa ideia
A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa que atinge principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer nos gânglios, rins, ossos meninges ou outros locais do organismo. Ela é transmitida de pessoa para pessoa, pelo ar, quando o doente fala, tosse ou espirra. Somente a pessoa com a doença nas vias áreas transmite. Os sintomas da doença são: tosse com ou sem catarro, por mais de três semanas; febre baixa, geralmente à tarde; cansaço à toa; falta de apetite; perda de peso; fraqueza e suor noturno.
Um cartaz organizado pela equipe do programa de tuberculose foi entregue à USF Nova Conquista com dicas sobre as principais medidas para o controle da doença: o diagnóstico e o tratamento correto dos casos novos e com a meta estabelecida para a unidade na identificação de indivíduos com sintomático respiratório, ou seja, com tosse por mais de três semanas.
Descentralização
Conforme frisou a coordenadora da USF Nova Conquista, enfermeira Patricia Conferi, após o seminário sobre tuberculose, realizado no início deste ano pela Secretaria de Saúde, a equipe da unidade, se propôs a integrar a proposta de descentralização do programa de controle da tuberculose.
“Atendemos a uma população de cerca de sete mil pessoas aqui na unidade. Por isso convidamos a política de tuberculose para tirarmos as dúvidas da equipe e organizar o trabalho que deve iniciar nos próximos meses”, salientou. Patrícia afirmou que o trabalho deverá envolver os agentes comunitários de saúde, em visitas domiciliares, além das consultas com os médicos que também irão encaminhar os exames e o tratamento até o quinto mês, e retorno ao CEAC para conclusão do tratamento.